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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

PELO MEU RELÓGIO SÃO HORAS DE NANAR

Depois de, há uns tempos, ter ouvido um dos que outrora gritara "Fuck The Beatles, Go Country!" e "Fuck Christmas, I Got The Blues!" a cantar o "All Together Now", dos Beatles, num anúncio de telecomunicações, eis que agora me deparo com os Dead Combo a embarcar no comboio da felicidade natalícia da NOS e a tocar Queen com o Camané, fadista cuja portugalidade emana até do seu inglês do anúncio.

O fim do mundo já esteve mais longe e, de modo a poder dizer que já vi tudo, penso que só falta mesmo o disco infantil dos Mão Morta.

Poderíamos pensar que "Pesadelo em Peluche" lançado em 2010, já abordaria esta temática, mas de facto não.


Assim sendo, e pegando nesta ideia verosímil, decidi facilitar a vida futura dos Mão Morta, deixando aqui algumas sugestões de canções para um projecto dessa natureza:

- Au-au da Morte;
- Açoites de Budapeste;
- Astronauta Duval (ou Anarquista Donald (não me consigo decidir...));
- Em Directo (para a Baby Tv);
- Gatinhando com o seu cadáver;
- Chupetas da Alienação;
- Vamos Rugir;
- Tu Disseste Gugu-dada.

O mais difícil será mesmo escolher o nome do álbum, dado que existem duas excelentes hipóteses: "Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina O Ar Se Tornou Um Insuflável" e "Pelo Meu Relógio São Horas De Nanar".

Fica claro que o vocalista da banda (tal como Adriana Calcanhoto adoptou Adriana Partimpim para o seu projecto infantil) adaptaria o seu nome à causa tornando-se num adorável Adolfo Fofura Canibal.

domingo, 4 de janeiro de 2009

DEAD COMBO – RESPIRA-SE AR FRESCO

O duo lisboeta formado por Tó Trips e Pedro Gonçalves é o projecto musical português mais consistente e interessante desde há muitos, muitos anos (talvez desde os Mão Morta), sendo ideal para quem pretende evoluir o gosto musical, já que exibe uma sonoridade extremamente adulta e madura, mas nunca deixando de ser verdadeiramente estimulante.
As influências incluem visivelmente Carlos Paredes, o Fado, o Blues, as bandas sonoras de Westerns e um toque da América Latina, resultando esta miscelânea num som próprio, cheio de personalidade e “Portugalidade”.

Após Vol. I, de 2004, e Quando a alma não é pequena (Vol. II), de 2006, 2 álbuns essenciais em qualquer discografia, os Dead Combo apresentaram, em 2008, Lusitânia Playboys, um extraordinário álbum que inclui aliciantes participações externas como Kid Congo, Howie Gelb, Ana Quintans ou Carlos Bica, que elevam o álbum e a banda a outro patamar e nos transportam para os mais diversos ambientes.
O álbum deverá ser devorado de uma ponta à outra, mas atente-se a: Cuba 1970, Like a drug (cover dos Queens Of The Stone Age) e Canção do trabalho D.C..

Ao vivo, o duo é primoso e transpira atitude, exibindo uma imagem e envolvência muito bem conseguidas. Alternam belíssimas melodias com deliciosas parafernálias sonoras feitas com quase tudo a que conseguem deitar a mão. Imperdível!!

Aqui fica um vídeo da ESECTV sobre os Dead Combo:
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sábado, 20 de dezembro de 2008

MUSICOL - OS MELHORES DE 2008

Aproveito o aproximar do final do ano para lançar a lista dos melhores de 2008 a nível musical, na opinião da redacção do Blog “Vida de Zé Manel”, não havendo, nesta escolha, a habitual separação entre artistas nacionais e internacionais.
O único elemento que compõe esta redacção reconhece não ter tido oportunidade de se manter a par da grande maioria dos lançamentos do ano que agora finda, mas, dentro daquilo a teve acesso, estes são definitivamente os eleitos, tendo a decisão sido unânime.


1. DEAD COMBO
LUSITÂNIA PLAYBOYS
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Ver artigo:

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2. NICK CAVE & THE BAD SEEDS
DIG LAZARUS DIG!!!
Do regresso de Nick Cave às origens (o Rock mais cru) surge este álbum absolutamente delicioso, influenciado pela sua igualmente fabulosa e distorcida experiência com os Grinderman em 2007. Todo o álbum é genial, mas atente-se a músicas como: “Night Of The Lotus Eaters”, "Midnight Man” ou “We Call Upon The Author”.

3. BLACK MOUNTAIN
IN THE FUTURE
Uma banda canadiana de Blues/Rock psicadélico virado aos anos 70 que já tinha lançado o homónimo “Black Mountain” (também vivamente aconselhado) e edita em 2008 este “In The Future” que lhe dá excelente continuidade. Se nos 70's estivéssemos, seria uma das mais credíveis e conceituadas bandas da época, com músicas longas e por vezes pausadas, excelentes riffs, mas não directos “à orelhinha” e uma deliciosa co-vocalista de seu nome Amber Webber. A ouvir: “Stormy High”, “Wucan” e “Queens Will Play”.

4. THE BLACK ANGELS
DIRECTIONS TO SEE A GHOST
The Black Angels são uma banda oriunda de um dos principais berços do Psicadelismo - Austin (Texas) – podendo mesmo ser considerados os “filhos” dos 13th Floor Elevators. Apesar da notória influência do Rock psicadélico dos anos 60, o som incrivelmente hipnótico e envolvente dos Black Angels consegue ser bastante actual. Directions To See A Ghost não iguala, mas sucede bem a Passover (um dos álbuns mais estimulantes do novo milénio), alternando entre um som mais denso e uns refrões ligeiramente mais comerciais. Destaques: “You On The Run”, “Science Killer”, “Never/Ever”.

5. DEAD MEADOW
OLD GROWTH
Esta banda fundada em Washington DC não disfarça a sua paixão pelo Rock psicadélico dos 60's, compondo, soando (e, inclusivé, utilizando uma imagem) como se nesse tempo vivêssemos. Os Dead Meadow já fizeram melhor no passado e “Old Growth” não é perfeito, sendo necessário fazer alguma selecção, já que contem algumas músicas sem sal que nem são rock, nem são baladas. Mas, quando tomam o comprimido certo, o Wah-Wah arranca em força e os Dead Meadow tornam-se magistrais nas suas deambulações sonoras de vários minutos. Alguns pontos de interesse: “Between Me And The Ground”, “Hard People / Hard Times”, “'Till Kingdom Come”.
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MENÇÕES HONROSAS:
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Mão Morta – Maldoror (não é um álbum no seu sentido tradicional).

Radiohead - In Rainbows (não incluído aqui, pois foi lançado oficialmente em 2007, apesar de pertencer a diversas listas de 2008).