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sexta-feira, 24 de julho de 2009

1º ANIVERSÁRIO DE "VIDA DE ZÉ MANEL"

Faz hoje exactamente 1 ano que a "Zé Manelice" se estreou na web através deste blog!
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Estamos todos de parabéns e gostava de agradecer enviando um grande abraço à vasta comunidade "Zé Manelina"!
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Espero que continuemos a "Zé Manelar" juntos por muitos mais anos!
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Saudações "Zé Manelinas".
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P.S.: Infelizmente, por felicíssimos motivos de força maior, não foi possível celebrar o momento com a pompa e circunstância que se exigia.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

VALE A PENA VER (Parte II) - O MAIOR ZÉ MANEL DE SEMPRE!

Apesar de estas imagens já terem corrido mundo, sendo, por isso, provável que já as tenha visto, em poucos locais fará tanto sentido a sua exposição como em "Vida de Zé Manel".
Isto porque o que vamos ver é, pura e simplesmente, o Maior Zé Manel de sempre!
(Não se esqueça de desligar a playlist...)


Isto sim, é "Zé Manelice" ao mais alto nível!

Aqui fica outro Zé Manel de alto gabarito:

Ainda achas que és um Zé Manel?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

"EU NÃO 'TOU A F@&%LAR ASSIM..."

O maravilhoso acontecimento "Etelvininha" tem, legitima e inevitavelmente, monopolizado os temas abordados neste blog. Por isso, é chegada a hora de devolver o blog às suas origens, de modo a que ninguém se esqueça da principal razão da sua existência: O Culto de "Zé Manel".
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Assim sendo, aqui fica mais um relato "Zé Manelino":
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Certo dia, encontrava-me eu, por volta das 3 da manhã e já bem “atestado”, no extinto, mas mítico, Bar da Rádio. A disposição era boa e tudo corria bem até ao momento em que me deparo com meu primo Lucky Luke (outro grande “Zé Manel”, mobilizador de toda uma geração através de insanas festas ilegais no início da década de 90) que, desde logo, me faz um convite muito especial: "Vamos beber uma garrafa de vinho?!" Eu, como não sou homem de recusar este tipo de pedido, alinhei na garrafa, que me caiu às mil maravilhas!
Como é meu costume, a badalada do “aterranço” bateu às 4 e, como não vinha mais ninguém embora, rumei a casa sozinho, a pé. O álcool foi-se acomodando no cérebro pelo caminho, estando completamente instalado na altura em que cheguei a casa.
A “Zé Manelice” era tal que, em vez de ir directo para a cama sem ser notado, fui para a sala conversar com os meus pais que ainda se encontravam acordados. Já mal conseguia falar e engolia sílabas, pelo que o meu pai achou ligeiramente estranho e perguntou:
- Porque é que estás a falar assim?
Ao que eu respondi:
- Eu não ‘tou a f@r&%lar assim...
E o meu pai encolheu os ombros, como que dizendo: “’Tás bonito, ‘tás…”
Nessa altura, já a minha mãe me fulminava com o olhar, momento em que decidi ir para a cama, porque não dava nada de jeito na TV...
Adormeci, nem 5 minutos passaram e regurgitei todo o meu conteúdo gástrico no chão do quarto! Então, resolvi limpar todo o vomitado com papel higiénico, fazendo várias vezes a travessia quarto / casa de banho, casa de banho / quarto, com a matéria nas mãos e com a minha mãe, estática, no hall que separa os dois locais, a observar toda a cena, (re)fulminando-me com o olhar!!

Nunca mais esqueço aquela cara...

domingo, 11 de janeiro de 2009

MAHATMA JIMI - “Ó AMIGO, EU NÃO FIZ NADA!”

Esta bizarra história desenrolou-se há uns bons anos atrás, nos saudosos tempos de faculdade e o enredo centra-se nos seguintes personagens: Jimi (eu próprio), Eládio e Trunfas - O Triunvirato do costume. Só faltava Freezer, o "Animal" (ou o "Predador") que, com certeza, andava à caça de Búfalo.
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Encontrávamo-nos os 3 na Ribeira do Porto, desfrutando de mais uma intensa noite de boémia (ou seria auto-destruição?) quando, depois de um sprint de incontáveis shots nos míticos Saloon e Prioridade, nos dirigimos, a pé, para a festa de faculdade que nessa noite decorria no Mexcal.
A caminhada junto ao Douro foi longa, permitindo ao processo de “Zé Manelização” uma cómoda e sólida instalação durante o percurso…
A dada altura, resolvemos fazer um Pit Stop para a obrigatória micção. Eládio, portador de um sistema genito-urinário menos desenvolvido, termina primeiro e resolve esperar encostando-se, estilosamente (como é seu apanágio), a um Mercedes.
Entretanto, surge o proprietário do veículo, ferido no seu orgulho:
- Pá, porque é que estás encostado ao meu carro? – pergunta o energúmeno.
Trunfas, indivíduo de 1 metro e 95, é um “calmeirão” e pacifista por natureza, mas tem uma faceta de “Dr Jekyll, Mr Hyde” despoletada, precisamente, pelo álcool. E, naquele momento, já estávamos claramente perante “Mr Hyde”!
- Mas ele fez alguma coisa ao carro? – riposta lá do alto Trunfas, encostando o peito ao crânio dono do carro, um balofo “quarentão” de 1 metro e 62.
Depois de uma “troca de galhardetes” sem consequências físicas, surgem, repentinamente, cerca de 10 defensores do “quarentão” oprimido, sedentos de “sangue”!
O meu grau “Zé Manelino” era tal, que não me permitia analisar os factos com a clareza necessária, pelo que estava a interpretar tudo de um modo muito particular, tranquilo e, consequentemente, perigoso, já que contrastava com a gravidade da situação. Aliás, tive a sensação de o meu coração não ter aumentado nem uma batida por minuto…
Para que se perceba um pouco melhor, o que me passava pela cabeça, perante aquele cenário, era algo deste género:
“Hum, isto está a “aquecer”… Não há volta a dar, vai “cair molho”, de certeza... Ei, pá... A última coisa que me apetece, neste momento, é “andar à porrada”… Além disso, eles são 10, cheios de vontade e nós somos 3. Paciência, não há nada a fazer, vou levar na cara… Olha, olha, o Eládio e o Trunfas já estão a levar uns socos bem assentes...”
Nisto, vejo a minha introspecção interrompida pelo dono do carro que se dirigia a mim, obeso de fúria e a toda a velocidade!
De mãos nos bolsos e sem esboçar qualquer reacção física (qual Mahatma Gandhi) disse-lhe:
- Ó amigo, eu não fiz nada!...
O homem estacou, estupefacto, à minha frente, eu virei calmamente costas e afastei-me, ileso…
Entretanto, Eládio e Trunfas já se tinham esquivado da confusão que terminou com uma chuva… um orvalho, talvez… de cóios** sobre nós…
Como estávamos próximos do destino, fomos, embriagados e desnorteados, para a porta do Mexcal comentar, ruidosamente, os acontecimentos, pelo que, quando tentámos efectivar a entrada, fomos barrados pelos seguranças, atentos ouvintes da nossa peripécia.
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Ainda hoje, Eládio e Trunfas, quando se relembra este episódio, acham que eu também devia ter “enfardado”, não sei muito bem porquê… Dizem eles que por solidariedade…
Eu prefiro pensar que a “Zé Manelice” me permitiu, com uma simples frase, devolver um homem à razão…
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Ser um “Zé Manel” às vezes compensa!
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** Se não sabe o que é um Cóio, devia saber...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A JIMIZINHA ESPECIAL E O SANDES


SANDES E A ORIGEM DA JIMIZINHA ESPECIAL

A Jimizinha Especial é fruto de um daqueles felizes acasos dignos de referência.
Como manda a tradição, há dois anos, no Verão, o meu primo Sandes (alcunha fictícia) usufruía de umas semanas de férias em minha casa. Eu, nessa altura, não gozava do mesmo privilégio e continuava a trabalhar......
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Pensando melhor, pausemos o desenrolar da história por instantes...
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Num Blog intitulado Vida de “Zé Manel” é impossível prosseguir, quando nos referimos a Sandes, sem abrir o devido parêntesis. Isto porque falamos, apenas e só, do Bento XVI ou, melhor ainda, do Dalai Lama da Zé Manelice.
Sandes é o homem que melhor encarna o espírito do que é ser um Zé Manel. As suas peripécias davam para páginas intermináveis visto que, desde partir dentes a levar facadas, já tudo lhe aconteceu no estado Zé Manel, vencendo consecutivamente (desde 1997), e sem adversários à altura, as últimas 12 edições do troféu “Zé Manel do Ano”, atribuído pela conceituada revista ZemanElle. A sua hegemonia Zé Manelina supera a de Yelena Isinbayeva no salto com vara, Michael Phelps na natação, Usain Bolt nos 100 e 200 metros e até mesmo, por mais inverosímil que possa parecer, a do F.C. Porto no futebol português. Numa das cerimónias de entrega dos troféus, Sandes chegou mesmo a dizer: “Aceito que me ergam uma estátua, desde que seja feita de cerveja... Super Bock!”
A título de curiosidade, a sua última façanha foi entrar por minha casa às 8 da manhã, depois de uma noite de Zé Manelice, acompanhado do taxista que o tinha trazido, o qual convidou para beberem uma "cuquinha" e comerem uns perceves que eu tinha preparado anteriormente. Só mesmo do Sandes... Aliás, a relação Sandes/Taxistas, por si só, contém matéria suficiente para um Blog independente. Um caso a pensar...

Depois de feita esta mais do que merecida apresentação d'”O Sr. Zé Manel”, podemos retomar o episódio Jimizinha...
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Durante as referidas férias, Sandes passava os dias na poltrona a ver religiosamente, na SportTV, os empolgantes amigáveis de pré-época de todos os campeonatos de futebol, desde o português ao cipriota. As vitórias do Omonia Nicosia enchiam-no de moral já que, quando eu chegava a casa, ainda ofegante da “lavoura”, era presenteado com as suas palavras reconfortantes: “O que é que vamos jantar hoje?” A pergunta era tão sentida que quase me levava a desculpar-me por não ter sido possível preparar-lhe o almoço.
E foi numa destas sessões de culinária para saciar o Dalai Lama que, enquanto “inventava” uma massa com carne, me apercebi que o aroma e sabor do que preparava se assemelhavam bastante aos de uma francesinha especial. Apesar de, até à data, nunca ter feito nenhuma, nem sequer conhecer uma receita, resolvi, baseado no que tinha confeccionado para aquela massa, fazer uma sessão de francesinhas especiais para os amigos (leia-se Zé Maneis).
Como a receita era totalmente nova e levava uma considerável quantidade de vegetais, a FAFE (Federação Autónoma de Francesinhas Especiais) decidiu, mais tarde, considerá-la uma subespécie diferente, surgindo assim a Jimizinha Especial. (Ficou igualmente provado que o cruzamento entre uma Francesinha e uma Jimizinha era incapaz de produzir descendência fértil.)
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INGREDIENTES (Para 4 Jimizinhas)

- Azeite;
- Óleo;
- 1 Cebola;
- Alho;
- Louro;
- 3 Cenouras;
- Pimento verde;
- 4 Tomates maduros;
- Polpa de tomate (1 frasco média);
- Mostarda Savora- Ketchup (não é obrigatório);
- 1 pacote de Natas (200mL) ou o equivalente em leite;

- 1 Cerveja;
- Whisky;
- Molho Inglês;
- Tabasco;
- Pão de forma por cortar;
- Fiambre fininho (nem que se desfaça) (200 / 300 g);
- Queijo (300 / 400 g de queijo afatiado e ¼ de bola de queijo Limiano);
- Chourição (15 / 20 fatias);
- 3 Linguiças;
- 4 bifes de novilho ou vitela;
- 4 Ovos.
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CONFECÇÃO

Ponto prévio:
Neste artigo, a confecção da Jimizinha Especial está dividida em 2 partes diferentes que, obviamente, são executadas em simultâneo, sendo necessário coordenar as múltiplas e diferentes etapas com enorme rigor, para que tudo vá ficando concluído a seu devido tempo.

O Molho:
Estruge-se, numa panela com azeite (e em lume brando), 1 cebola e 3 dentes de alho muito bem picados.
Quando se notar um suave alourar, acrescenta-se uma mistura de 3 cenouras e uma boa porção de um pimento verde, eximiamente triturados.
Após uns 5/10 minutos a refogar, adiciona-se 4 tomates maduros, também exemplarmente desfeitos, e uma folha de louro.
Deixa-se cozer mais uns 15 minutos, ao fim dos quais se acrescenta a polpa de tomate. A quantidade de polpa não deverá ser exagerada (pouco mais de meia garrafa média), mas, em caso de necessidade, é o ingrediente ideal para fazer acertos na quantidade de molho. Deixa-se cozer mais uns minutos.
A partir deste ponto começa o tempero, sendo este processo muito mais livre e sujeito à sensibilidade de cada um. É, também, nesta fase que se colocam 3 linguiças a guisar no molho para que estas, à medida que se vai condimentando, transmitam um pouco do seu paladar e, em simultâneo, adquiram o gosto do “preparado”.
Deita-se, então, mostarda (2/3 colheres de sobremesa bem cheias), um nada de ketchup (opcional, apenas se for necessário adocicar), uma cerveja e um pouco de Whisky. Acrescenta-se um pacote de natas (200 mL) ou uma quantidade equivalente de leite.
Para finalizar, apimenta-se com tabasco, molho inglês e, se necessário, coloca-se também um pouco de sal.
Retira-se as linguiças e a folha de louro e passa-se tudo muito bem com a varinha mágica.
Continuando a cozedura em lume brando, prova-se o molho para fazer os ajustes que eventualmente sejam necessários. Deve ficar bem “puxadinho”.
A espessura corrige-se com um pouco de água, mas não esquecer que o molho da Jimizinha Especial é, por natureza, espesso, sendo a principal razão pela qual é considerada uma subespécie diferente.

A Jimizinha:
Previamente ao início da confecção da Jimizinha Especial, a carne deverá ser temperada com sal e alho. Um pouco antes de termos o nosso molho concluído, fritam-se os bifes com um “nadinha” de azeite (quase grelhar).
Os ovos são estrelados em óleo (cobrindo com sal refinado), o mais próximo possível da ida da Jimizinha ao forno.

No que concerne à preparação, propriamente dita, da Jimizinha, digo-vos, desde já, que esta é uma sanduíche densa,... muito densa. Começa pelo cortar do pão de forma que, idealmente, é executado por nós. Deste modo, definimos a sua grossura que será um pouco maior do que a do pão de forma comercial.
Vai-se, então, colocando sobre uma das fatias de pão:
- 3 fatias de fiambre (alternando cada uma com os restantes ingredientes);
- 2/3 fatias de chourição (alternando cada uma com os restantes ingredientes);
- 6 a 8 rodelas da linguiça guisada no molho (que entretanto cortámos);
- 1 porção de queijo Limiano (de dimensão próxima dos limites do pão e com a grossura aproximada de 3 fatias de queijo afatiado);
Colocamos a outra fatia de pão (que poderá estar barrada com mostarda) e levamos uns minutos à torradeira para prensar e torrar ligeiramente o pão.
Em seguida, colocam-se 4/5 fatias de queijo afatiado a cobrir a sanduiche (inclusivamente os lados) e leva-se ao forno, previamente aquecido. Na ausência de forno, o queijo também pode ser derretido na torradeira.

O Final Feliz:
Quando o queijo se encontrar bem derretido temos o nosso processo finalizado, restando-nos pôr a sanduíche num prato de sopa, colocar o ovo estrelado por cima, verter o molho até cobrir o prato e saborear a Jimizinha Especial!
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Nota:
No dia em que preparar tudo alegremente e só no final se aperceber que não tem varinha mágica à disposição, não desespere. Sirva o molho por passar. Já foi testado, com grande sucesso. Chama-se Sopancesinha Especial.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

VIDA DE “ZÉ MANEL” - INTRODUÇÃO

Escrevo estas histórias porque a minha memória já não é o que era. E a minha memória já não é o que era devido a estas histórias. Então, antes que se apaguem de vez, resolvi transcrevê-las. Entretanto pensei: “Já que as vou registar, porque não partilhá-las? Pelo menos assim alguém se poderia rir de mim!”
E assim nasceu este Blog onde colocarei uma série de parvoíces não só da minha autoria, como também do meu alter-ego Jimi (que vos será apresentado brevemente). Mas não esperem mais do que parvoíces.


Ao iniciar esta série de crónicas com o tema “Vida de “Zé Manel”” devo, antes de mais, explicar o conceito “Zé Manel”.
Zé Manel, o original, é um indivíduo que, não raras vezes, bebe “um copito a mais” (leia-se “bastantes copitos a mais”). As suas inúmeras peripécias sob o efeito do álcool tornaram-se lendárias na sua terra o que, a determinada altura, originou a expressão: “Já estás Zé Manel!”, o que significa, obviamente, que a taxa de alcoolemia da pessoa em causa já ultrapassou a do Zé Diogo Quintela em noite de Ano Novo.
Para se perceber melhor esta lenda viva, deixo alguns episódios que, sendo verdade ou não, já pouco importa, pois o homem é um mito!

História 1: Zé Manel ia de manhã cedinho pela Estrada Nacional fora quando é obrigado a parar junto à linha de comboio. Estava na sua paz, a ouvir o seu som, quando um veículo não faz a travagem a tempo e embate na traseira do seu carro. Sem culpa nenhuma, sai do carro e confronta o outro condutor envolvido na situação. Este não se deu por culpado pelo que, após uns minutos de discussão, resolveram chamar a GNR.
Enquanto esperava, Zé Manel olha à sua volta e repara: “O que é isto? Um café mesmo aqui ao lado? Já estou com uma certa sede!” Entra no estabelecimento e resolve começar a beber umas cervejas. A GNR tardava e a sede de Zé Manel aumentava... E a sede tem, obrigatoriamente, que ser saciada (um Mandamento para qualquer “Zé Manel” que se preze!). Dez finos depois, chega, finalmente, a GNR.
- Então há aqui um incidente? Parece-me simples, não vejo qual é o problema. Este senhor embateu por trás neste automóvel, sendo, por isso, sua responsabilidade. – diz o Sr. Agente. – Vamos só seguir com o protocolo e os senhores vão “soprar ao balão”.
Sopra o condutor que embateu na traseira de Zé Manel e resultado perfeito: 0,00!
Sopra Zé Manel…
- Amigo, 1,5? Assim, o caso muda de figura e o Sr. José Manuel vai ter que assumir as consequências de tudo isto. – revela o Sr. Guarda, soltando uma risada para o colega.
- Mas Sr. Agente, eu juro-lhe, quando ele me bateu, eu ainda não tinha bebido!

História 2: Certa madrugada estava o meu tio junto a casa a conversar com um amigo, finalizando mais uma saudável noite de copos, quando chega um veículo automóvel um pouco instável e estaciona perto deles. Quem sai do carro? O mito vivo Zé Manel, já bastante “Zé Manel”! Tudo tranquilo, dirige-se para a porta de casa e junto à porta sobressalta-se e começa a procurar algo em todos os seus bolsos. Volta ao carro e começa a rondar o carro, tenta meter a mão pela frincha da janela, em vão… Com ar de desespero, tenta o tecto de abrir, sem sucesso… Dá voltas ao carro, volta a mexer nos bolsos, tenta tudo!...
Entretanto, comenta o meu tio para o amigo:
- Olha-me a narsa com que o Zé Manel já está! Ele está à procura de qualquer coisa, é melhor irmos lá ajudá-lo.”
E lá foram.
- Então Zé Manel, que é que se passa?
- Vocês não vão acreditar… Deixei as chaves de casa dentro do carro! ‘Tou f*%$&#!
- Zé Manel, e não tens as chaves do carro?
- Ei!! Pois é!... – responde, deitando a mão à testa.

Ao longo dos tempos e à medida que as suas aventuras se foram acumulando, Zé Manel tornou-se num exemplo e num símbolo para aqueles que gostam de levar uma vida pautada por excessos movidos a álcool.
“Já estás “Zé Manel”!”, “Olha-me pr’aquele “Zé Manelão” que ali vai!” ou “És um berdadeiro “Zé Manel”!” são apenas algumas das expressões que se foram criando ao longo dos tempos entre a comunidade “Zé Manelina”, comunidade essa que vem ganhando cada vez mais fiéis oriundos dos mais diversos cantos do planeta.
Digamos que a “Zé Manelice” ultrapassou o seu próprio criador e tornou-se num estilo de vida, num movimento, numa religião…

Eu sou um “Zé Manel” e estou aqui para prestar a minha homenagem a este Che Guevara do Verde Tinto!

Saudações “Zé Manelinas”